Edinho Silva, presidente nacional do PT, ressaltou que o diálogo com líderes de União Brasil e Progressistas ocorre por esses partidos estarem no governo, embora haja discordâncias internas. Ele afirmou que a democracia permite divergências dentro de alianças. A declaração foi dada em entrevista à GloboNews.
Segundo o dirigente, há uma aliança nacional e também acordos regionais, ajustados conforme a realidade de cada estado. O PT busca debater projetos nacionais e estratégias eleitorais sem impor uma visão única para todo o país. A postura é de diálogo com o Centrão.
A discussão envolve a aproximação com o senador Ciro Nogueira, atual presidente do PP, que pretende concorrer à reeleição ao Senado no Piauí. Nogueira foi ministro da Casa Civil de Bolsonaro e, após deixar o cargo, criticou o governo atual, apesar de ter históricos de cooperação com o PT em governos anteriores.
Edinho aclarou que a reaproximação não implica apoio automático do PT ao senador na disputa. As pesquisas para o Piauí indicam cenário competitivo para a reeleição de Nogueira, mesmo com o governo sob oposição a ele. O PT aponta que a tática no estado já está definida.
Para o Piauí, o PT confirmou a dupla de liderança eleitoral: Rafael Fonteles gouvernador, com reeleição assegurada pela avaliação de gestão, e Marcelo Cardoso disputando o Senado. A cúpula petista afirmou que não haverá mudança de estratégia no estado, mesmo com diálogos com o PP e o União Brasil para projetos nacionais.
O PT enfatizou que o vice-presidente Geraldo Alckmin pode disputar o cargo que desejar em 2026. O partido afirmou ter grande respeito pelo vice, salientando o apoio recebido em Salvador e a relação de cordialidade com ele dentro da base aliada do governo Lula.
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