Bangladesh vai às urnas na quinta-feira, com quase 128 milhões de eleitores aptos. O pleito marca teste da continuidade democrática após a queda de Sheikh Hasina em 2024, em meio a governo de transição não eleito.
A eleição ocorre em um país de cerca de 175 milhões de habitantes, sob administração interina desde a saída de Hasina. A ausência da candidata do Awami League domina o cenário político.
Corrupção é a principal preocupação entre os eleitores, segundo pesquisa de opinião em Dhaka. Partidos BNP e Jamaat-e-Islami elevam o combate à corrupção como tema central.
A inflação, de 8,58% em janeiro, também preocupa, com mais de dois terços dos entrevistados citando preços e custo de vida como segundo maior problema.
A economia enfrenta desaceleração após a pandemia, que afetou o setor de confecção e as exportações. O desemprego jovem intensifica o tema econômico nas votações.
Estima-se que 40% da população tenha menos de 30 anos, aumentando a pressão por criação de empregos por parte do próximo governo.
O Awami League foi proibido de participar, o que pode afetar o apoio de eleitores. Analistas indicam que eleitores pró-Hasina devem influenciar o resultado, mesmo sem o partido no pleito.
Pesquisas indicam que quase metade dos eleitores que já apoiaram Hasina migrou, em grande parte para o BNP, com cerca de 30% inclinando-se ao Jamaat, conforme levantamentos recentes.
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