O que aconteceu nesta terça-feira (11): ferramentas de inteligência artificial criaram caricaturas de líderes brasileiros associando-os a símbolos controvertidos. O teste foi conduzido pela Folha com o ChatGPT, da OpenAI, e o Gemini, do Google, para Lula, Bolsonaro e Flávio Bolsonaro. O objetivo foi avaliar como as IAs transformam dados de treinamento em imagens políticas.
O que foi gerado para cada figura. Lula aparece em caricatura com charuto, notas de dinheiro, ao fundo o Cristo Redentor, o Congresso Nacional e uma estrela vermelha do PT. Bolsonaro surge com faixa presidencial, arma nas costas, helicóptero militar, soldados e fogo ao fundo. Flávio Bolsonaro é retratado com faixa presidencial, espeto de churrasco, maços de dinheiro, arma e uma placa com “senador”.
Como as IAs reagiram aos pedidos. O ChatGPT produziu as caricaturas mencionadas para Lula, Bolsonaro e Flávio. Já o Gemini também criou a imagem de Flávio, com referência a uma suposta rachadinha e à loja de chocolates Kopenhagen. Em relação a Jair Bolsonaro, o Gemini se recusou a atender ao pedido, citando diretrizes internas. Ainda não há posicionamento oficial do Google ou da OpenAI.
Limites e diretrizes
A OpenAI proíbe o uso de imagens de pessoas para evitar confusão sobre autenticidade. O Google reconhece que o Gemini pode refletir visões limitadas ou generalizações com base nos dados de treinamento, e impõe restrições para evitar desinformação e enganos.
Fontes consultadas pela Folha não divulgaram posicionamento público das empresas até o fechamento desta edição. As imagens ilustrativas geradas evidenciam como ferramentas de IA podem reproduzir associações de dados de treinamento com figuras públicas.
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