A antiga pressão de filhas de várias MPs do Labour escalou após uma rodada de questionamentos ao primeiro-ministro, na quarta-feira, em Westminster. O grupo cobra mudanças no staff de Downing Street para enfrentar o que descrevem como um “clube de garotos” no governo. A proposta central é nomear uma mulher como first secretary of state para supervisionar uma mudança cultural ampla.
Harriet Harman, figura veterana do partido, pediu a revogação do cargo de first secretary of state, anteriormente ocupado por Peter Mandelson. A sugestão é que o cargo seja ocupado por uma mulher, de modo a acelerar políticas voltadas para mulheres e meninas e ampliar a responsabilização de todos os ministérios.
A fala de Harman ocorreu durante uma reunião do Labour Party na terça e teve como pano de fundo críticas a Mandelson e a ex-chefe de comunicação, Matthew Doyle, envolvidos em controvérsias ligadas a casos de conduta e campanhas associadas a personas sob investigação. A tensão interna ganhou ainda tom emocional entre parlamentares.
Enquanto isso, o Partido tem visto mudanças na estrutura do comitê de liderança. Morgan McSweeney deixou o cargo de chefe de gabinete, no domingo, e foi substituído interinamente por uma dupla diretiva, Vidhya Alakeson e Jill Cuthbertson. A função de diretor de comunicações continua em aberto, com Sophie Nazemi exercendo o cargo provisoriamente.
No entanto, há incentivamento para medidas ainda mais ousadas. Natalie Fleet, deputada de Bolsover, sugeriu abrir uma investigação nacional sobre crimes envolvendo figuras de líderes de varejo, defendendo que vítimas tenham resposta de Downing Street. Fleet também pediu reuniões com Starmer para tratar de casos de violência contra mulheres.
Além disso, Fleet reiterou apoio a Starmer, destacando a necessidade de que ele demonstre listening e ações concretas para lidar com violência contra mulheres e meninas. Ela afirmou acreditar que o líder do Labour é capaz de conduzir mudanças reais, desde que haja respostas eficazes às demandas das vítimas.
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