A Polícia Federal cumpriu dois mandados de busca e apreensão para apreender bens de Deivis Marcon Antunes, ex-chefe da Rioprevidência. A ação é um desdobramento da operação Barco de Papel. Antunes foi detido na sequência da investigação, na semana passada.
Durante a prisão, outras duas pessoas próximas foram detidas sob suspeita de obstrução de Justiça ao tentar retirar bens de luxo do apartamento dele. Nesta quarta-feira, as buscas visam reaver os itens removidos.
As diligências ocorrem em Balneário Camboriú e Itapema, em Santa Catarina, com autorização da 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. Ao chegar a um dos locais, houve registro de lançamento de uma mala com dinheiro pela janela, segundo a PF.
Além do dinheiro recuperado, a PF apreendeu dois veículos de luxo e dois smartphones. A operação Barco de Papel investiga um aporte próximo de 1 bilhão de reais da Rioprevidência no Banco Master, ligado ao Caso Master.
A Barco de Papel é um desdobramento do Caso Master, que também envolveu buscas em endereços de pessoas ligadas à Amprev, a Previdência do Amapá. A Amprev terá aportes estimados em 400 milhões de reais no mesmo banco.
Nos dois casos, a Rioprevidência e a Amprev tinham gestores indicados por políticos do União Brasil. Em Rio de Janeiro, Antunes tinha indicação de Antônio Rueda, líder do partido. Já na Amprev, o presidente era indicado de Davi Alcolumbre, presidente do Senado.
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