Angus Taylor foi eleito o novo líder do Partido Liberal, derrotando Sussan Ley em uma votação realizada no plenário do partido. O resultado ficou em 34 votos a 17, com um voto informal. A decisão encerra o mandato de Ley, de nove meses, como primeira mulher à frente dos Liberais.
A votação ocorreu na manhã de sexta-feira, após um movimento de troca de liderança que passou no plenário por 33 votos a 17, com um voto inválido. A disputa foi marcada por uma campanha de bastidores liderada pela ala conservadora do partido, em meio a críticas internas ao desempenho de Ley e a pressões por uma postura mais dura em temas de imigração e custo de vida.
Contexto interno do Liberalismo australiano
Ley enfrentou críticas desde que assumiu a liderança, com opositores exigindo uma linha conservadora mais firme e mudanças de políticas. Entre as controvérsias, estavam a decisão de revisar o compromisso com a neutralidade de emissões até 2050 e o apoio incondicional a Israel. Além disso, divergências com o Partido Nacional sobre a resposta do governo à agenda legislativa trabalhista contribuíram para inflar o desgaste.
Nas semanas que antecederam o pleito, Taylor se lançou como favorito da facção de direita. Ele renunciou ao cargo de ministro- sombra da Defesa, abrindo espaço para uma guinada na liderança. Diversos membros de alto perfil também deixaram seus cargos, incluindo James Paterson, Jonno Duniam, Dan Tehan e James McGrath, aliados de Ley.
A vitória de Taylor indica uma reorganização estratégica no âmbito oposicionista, com o objetivo de apresentar uma postura mais unificada e conservadora. A oposição não divulgou, neste texto, planos oficiais de políticas para o curto prazo.
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