Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência, reagiu às críticas da Abrasel sobre o fim da escala 6×1. Afirmou que a urgência do tema não é do governo, e sim de milhões de trabalhadores que precisam de descanso, família e qualificação.
A Abrasel classificou a discussão como oportunismo eleitoral, citando a possibilidade de acelerar a tramitação no Congresso em até 45 dias. A entidade teme impactos econômicos em custos, preços e atuação de pequenos negócios.
Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel, disse que a mudança pode elevar custos e pressionar preços, principalmente em setores que operam 7 dias por semana. Alega que o custo adicional seria repassado à sociedade.
Solmucci argumenta que manter a oferta de serviços exigiria novas contratações, elevando custos em até 20% e repassando 7% a 8% aos consumidores. Também pediu informação pública sobre impactos antes de decisões.
Segundo o representante, o debate deve considerar estudos prévios sobre custos. Solmucci citou falas de ministros de Trabalho e Fazenda e do presidente, que defenderiam cautela antes de qualquer decisão.
Para Boulos, o argumento de aumento de preços é visto como réplica antiga. O ministro costuma apontar que mudanças trabalhistas costumam gerar disputa com custos para o país.
Em janeiro, Boulos disse que o tema é usado por setores empresariais para associar mudanças a inflação. Ele afirma que o fim da escala 6×1 pode conciliar descanso, produtividade e justiça social.
Solmucci reforçou a necessidade de informar a sociedade sobre custos antes de qualquer deliberação. Após esse debate, o Congresso poderia discutir o fim da escala com maior segurança.
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