KUALA LUMPUR, 13 fev — O chefe da Comissão de Corrupção da Malásia (MACC) abriu-se a possibilidade de ser alvo de uma comissão governamental de investigação após reportagens que questionaram sua participação acionária acima do limite permitido para servidores públicos. Azam Baki afirmou não ter nada a esconder e que todas as declarações de bens estão de acordo com a lei.
Segundo a Bloomberg, com base em um registro corporativo de anos anteriores, Azam possuía 17,7 milhões de ações em uma empresa de serviços financeiros, valoradas em cerca de 800 mil ringgit, bem acima do limite de 100 mil ringgit para funcionários públicos. A apuração reacendeu pedidos por sua saída e por reformas na MACC.
A divulgação levou parlamentares da oposição e grupos da sociedade civil a cobrarem renúncia de Azam e mudanças estruturais, inclusive para limitar o poder do primeiro-ministro na nomeação do chefe da MACC. O episódio acompanha histórico de escrutínio sobre atividades de negociação de ações do oficial.
Azam afirmou que confia no processo justo e independente que deverá esclarecer as informações. Ele participou de declarações públicas, destacando que já cumpriu obrigações legais de prestação de contas de bens e finanças.
As autoridades regulatórias já trataram de casos anteriores envolvendo Azam. Em 2022, houve questionamento sobre a titularidade de ações em duas empresas listadas, mas não houve confirmação de violação de lei pela autoridade regulatória.
O gabinete do primeiro-ministro Anwar Ibrahim não respondeu de imediato a pedidos de comentário sobre o assunto. A matéria também não especifica desdobramentos legais em curso ou eventual afastamento do cargo.
Contexto e desdobramentos
- A Bloomberg teve acesso a um registro corporativo relativo a Azam Baki.
- A MACC não anunciou medidas formais até o momento.
- O tema reacende debates sobre governança na instituição anticorrupção.
($1 = 3,9030 ringgit)
Entre na conversa da comunidade