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Dados de celulares a Toffoli podem comprometer outras investigações do Master

Investigadores do caso Master avaliam que enviar dados de celulares ao STF pode comprometer inquéritos ligados ao BRB, Reag e Grupo Fictor

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Investigadores do caso Master avaliam que entregar dados de celulares a Toffoli pode comprometer outras investigações ligadas ao grupo. A medida envolve perícias em aparelhos de suspeitos e a atuação do ministro no STF. O objetivo é encaminhar informações ao Supremo, mas há resistência para evitar impactos em apurações correlatas.

Toffoli determinou que a Polícia Federal envie todo o material coletado em perícias. A decisão surgiu após a PF apontar citações ao nome do ministro em mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O conteúdo dessas mensagens não foi tornado público.

A avaliação interna na PF é de que a ordem pode travar o andamento de investigações interligadas. Perícias em celulares e dados extraídos são considerados fundamentais para desdobramentos que cruzam diferentes apurações.

Segundo apuração, o ministro é relator do caso Master no STF e conduz o andamento das investigações. Nos bastidores, agentes temem que a determinação possa atrasar ou impedir desdobramentos relevantes.

Entre as apurações potencialmente impactadas, estão a tentativa de compra do Master pelo BRB, suspeita de fraude, o uso de fundos de investimentos pela Reag, e as manobras do Grupo Fictor, que tentou adquirir o banco e pediu recuperação judicial.

O inquérito sobre a tentativa de compra do Master pelo BRB está em estágio avançado, com perspectiva de conclusão até meados de março. A PF já indiciou administradores do Grupo Fictor por fraudes financeiras.

Caso relacionado, em decisão anterior, Toffoli ordenou lacração de bens e documentos da segunda fase da Operação Compliance Zero, o que gerou debate na época. Posteriormente, o magistrado recuou da medida.

Grupo Fictor e o caso Master

O Grupo Fictor reúne empresas de alimentos e investimentos. O conglomerado surgiu como interessado na compra do Master pouco antes da liquidação pelo Banco Central, em novembro, momento em que Vorcaro foi preso. Ele permanece em prisão domiciliar com monitoramento.

O negócio incorporava participação de investidores dos Emirados Árabes e chegou a ser anunciado, mas foi interrompido pela liquidação do Master. No início deste mês, duas empresas do Grupo Fictor solicitaram recuperação judicial em São Paulo, com dívidas estimadas em mais de R$ 4 bilhões.

A PF já indiciou administradores do Grupo Fictor por fraudes financeiras e investiga condutas que apontam para gestão fraudulenta de instituição financeira.

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