Oito em um relatório de centenas de páginas, a Polícia Federal aponta ligações entre o ministro Dias Toffoli e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O documento foi entregue ao presidente do STF, Edson Fachin, e envolve suspeitas ligadas ao caso Master.
O material descreve contatos entre Toffoli e Vorcaro, além de informações sobre o resort Tayayá e eventual participação de familiares do ministro na sociedade Maridt. As informações vêm de dados do celular de Vorcaro.
A PF aponta que Toffoli ainda manteve a relatoria do caso após notícias sobre a carona de jatinho envolvendo o advogado de Vorcaro, em 2025. O relatório sustenta que houve tentativas de sigilo sobre o andamento das investigações.
Nova designação de relatoria
Relatório da PF sustenta que Toffoli não deveria atuar como relator do caso Master, dadas as ligações mencionadas. O STF informou que o ministro decidiu deixar a relatoria, com o sorteio do caso para outro ministro.
O gabinete de Toffoli argumenta que não houve irregularidade legal, citando a Lei Orgânica da Magistratura. A defesa afirma que Toffoli não atua na gestão da empresa Maridt, reduzindo, segundo eles, possíveis conflitos.
Fachin, presidente do STF, analisa a situação para decidir sobre eventual mudança de relatoria ou outras medidas. O cenário pode abrir caminho para instaurar discórdias institucionais entre poderes.
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