Dias Toffoli deixou a relatoria do caso Master na noite de 12 de fevereiro, em decisão oficial assinada por todos os ministros do STF. A medida ocorreu após uma reunião convocada pelo presidente da Corte, Edson Fachin, para comunicar o conteúdo do relatório da Polícia Federal. A PF apontou mensagens entre Toffoli e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, além de referência a pagamentos ligados ao resort da família do ministro.
O documento da PF também registra que Toffoli afirmou, pela primeira vez, ser um dos donos do resort, mas negou qualquer negociação ou relação irregular. Em comunicado do STF, os ministros afirmam não haver suspeição para o caso e validam as ações do relator à frente das apurações. Um novo sorteio definiu o ministro André Mendonça como o novo relator das investigações.
Paralelamente, analistas e jornalistas de conteúdo político acompanharam a repercussão. Natuza Nery e Valdo Cruz destacaram os bastidores da reunião entre os ministros e as polêmicas envolvendo a condução da relatoria por Toffoli, além de explicar os passos da investigação até o momento.
Mendonça assume a relatoria
André Mendonça passa a conduzir as investigações do caso Master. A mudança ocorre após a conclusão de uma etapa processual e a confirmação de que não houve impedimento para prosseguir com o acompanhamento das informações da PF. A partir de agora, o novo relator detalhará próximos desdobramentos da apuração.
Análise e desdobramentos
Especialistas destacam que a PF entregou ao STF o material relacionado ao celular de Vorcaro, com indícios que estão sob avaliação pelas autoridades competentes. A continuidade das investigações deve considerar o conteúdo desses arquivos, sempre com fundamentação técnica e legal.
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