O Partido Liberal da Austrália está próximo de substituir sua líder após uma votação de liderança marcada para sexta-feira de manhã. Sussan Ley enfrenta Angus Taylor em um processo de spill, previsto para ocorrer na sala do partido, em Canberra. A tensão interna aumentou após o afastamento de integrantes da bancada, que decidiram apoiar Taylor.
Até a quinta-feira, Ley contava com resistência de parte da bancada, mas teve apoio enfraquecido por diversas renúncias de ministros e deputados. Entre os que deixaram o frontbench estão Dan Tehan, Michaelia Cash, Jonathon Duniam, James McGrath e Dean Smith, todos inclinando-se a Taylor.
Taylor anunciou oficialmente sua candidatura pela manhã de quinta-feira, após ter deixado o frontbench na noite de quarta. Ley, por sua vez, manteve silêncio público, mas concordou com a realização de uma reunião extraordinária para facilitar o voto interno.
Desdobramentos e possibilidades
O resultado depende de metade dos 52 membros da bancada, ou seja, 26 votos, para o spill prosperar. Caso Ley seja forçada a abandonar a liderança, o cenário pode levar Taylor a ser eleito sem contestação no segundo turno.
Entre os nomes com potencial participação estão o deputado Ted O’Brien, o senador Jane Hume e o ex-ministro Melissa Price, que podem concorrer a cargos de liderança ou de vice-liderança. A deputada Melissa Price já indicou que deve concorrer a vice-liderança.
Os apoiadores de Ley argumentam que a mudança é necessária para unificar o partido e apresentar um manifesto alinhado aos valores da bancada. Já Taylorm seus apoiadores destacam a necessidade de acelerar políticas sobre custo de vida e imigração.
Enquanto a tensão interna persiste, o partido busca manter a oposição forte e evitar prejuízos eleitorais. O governo de Anthony Albanese acompanha o desenrolar do episódio e avaliou o impacto para o cenário político nacional.
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