Na Corte de Apelação de Roma, a primeira sessão de julgamento sobre a extradição da ex-deputada Carla Zambelli ocorreu nesta quarta-feira (11). O debate envolveu o advogado Pieremilio Sammarco e o promotor Erminio Amelio, com foco na cidadania italiana da ex-parlamentar.
O advogado afirmou que a cidadania de Zambelli seria apenas fachada, enquanto o promotor contestou a validade desse argumento. Ele sustentou que, formalmente, a ex-parlamentar é italiana, mas juridicamente há contestação sobre a real ligação ao país.
A origem do sobrenome levou ao reconhecimento da cidadania por jus sanguinis, tema ainda em debate na Itália, onde se discute restringir esse tipo de reconhecimento para descendentes. A defesa argumenta que a promotoria busca retirar a cidadania para facilitar a extradição.
A defesa pretende ouvir o perito Eduardo Tagliaferro, ex-assessor de combate à desinformação do TSE, para sustentar a tese de perseguição política no Brasil. A Corte ainda não admitiu a oitiva e decidirá após a análise das alegações.
Na sessão de terça-feira (10), o colegiado discutiu pedido de troca de juízes. Zambelli afirmou ter respeito pelos magistrados, mas citou inseguranças por possível parcialidade em julgamentos no Brasil. Novos argumentos devem ser apresentados.
Zambelli já foi condenada pelo STF a 10 anos de prisão em processo relacionado a pagamentos a um hacker para invasão de sistemas do CNJ. A ação resultou em um mandado de prisão falso com assinatura atribuída ao ministro Alexandre de Moraes.
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