O STF sorteou o ministro André Mendonça para assumir a relatoria do inquérito que apura possíveis irregularidades envolvendo o Banco Master. A redistribuição ocorreu nesta quinta-feira (12), após a saída do ministro Dias Toffoli, que deixou o comando das investigações por questionamentos gerados a partir de informações da Polícia Federal.
A decisão foi tomada durante reunião extraordinária convocada pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin, para análise de um relatório da PF. Os ministros optaram por redistribuir o inquérito para assegurar a regularidade do trâmite, sem declarar suspeição ou impedimento de Toffoli. Mantida fica a validade de atos já praticados pelo ex-relator.
O inquérito teve início na 10ª Vara Federal de Brasília e foi encaminhado ao STF mediante pedido da defesa de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. A defesa aponta um contrato imobiliário envolvendo um parlamentar como elemento fora do objeto central da apuração.
Durante o andamento, a imprensa informou que familiares de Toffoli teriam alienado participação acionária em um resort no Paraná para um fundo ligado ao Master. Em relatório encaminhado pela PF a Fachin, constaram referências a Toffoli a partir de dados do celular de Vorcaro; a assessoria do ministro classificou as informações como ilações.
Toffoli confirmou, posteriormente, ser sócio, ao lado de irmãos, da empresa Maridt, que possuía participação no resort Tayayá. Segundo o ministro, as cotas teriam sido alienadas em 2021 para o Fundo Arleen e, em 2025, para a PHD Holding, segundo informações divulgadas pela imprensa.
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