Kevin Taylor, ex-chefe da divisão de segurança escolar do NYPD, foi indiciado por suborno relacionado a um suposto esquema envolvendo um sistema móvel de alerta de pânico para escolas da cidade. Segundo o Ministério Público, em 2023 ele abusou de sua influência para favorecer a venda do equipamento a planos de negócios ligados a Geno Roefaro. A acusação aponta que Taylor recebeu viagens e jantares de alto padrão em troca de facilitar contratos.
O Ministério Público de Manhattan afirma que Taylor recomendou à polícia nova aquisição tecnológica e pressionou o conselho municipal a fechar o negócio, com valor estimado em milhões de dólares. Roefaro, empresário ligado à tecnologia de segurança, também foi citado na acusação como alvo de atividades de suborno. Os investigadores dizem que o então oficial usou sua posição para favorecer a empresa.
Taylor negou as acusações, afirmando que não há antecedentes na carreira de 28 anos na NYPD e que as alegações serão refutadas em juízo. Roefaro, por sua vez, sustenta que o caso envolve mal-entendidos e que a defesa está preparada para esclarecer os fatos, segundo os advogados.
Desdobramentos do caso
As acusações indicam que Taylor viajou com frequência para Las Vegas, Bahamas e outras localidades, com gastos em restaurantes de alto padrão, além de promover eventuais contratos públicos com a empresa de Roefaro. A denúncia também descreve mensagens de texto com tom de pressão para acelerar anúncios e lançamentos.
Segundo os documentos, Taylor chegou a organizar uma coletiva de imprensa no início de 2024 para anunciar a adesão da prefeitura ao sistema, mas a cerimônia não ocorreu. O ex-oficial foi removido de cargo em fevereiro daquele ano, conforme registro judicial.
Reação oficial e próximo passo
A polícia de Nova York informou que mantém padrões rigorosos de conduta entre os policiais e que atua com tolerância zero a desvios. A defesa de Taylor afirmou que as acusações são infundadas e que o caso será esclarecido em tribunal. A defesa de Roefaro também criticou a linha da investigação, pedindo avaliação mais cuidadosa dos fatos.
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