O ministro André Mendonça, do STF, reuniu-se por cerca de duas horas nesta tarde com diretores da Polícia Federal e delegados que conduzem as investigações sobre o Banco Master. O encontro ocorreu por videoconferência, porque Mendonça está em São Paulo, e teve como objetivo atualizar o estágio da apuração e alinhar procedimentos a serem adotados.
Participaram da reunião o número 2 da PF, o diretor-executivo William Murad, o diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção Dennis Cali, o coordenador-geral de repressão à corrupção e a crimes financeiros Daniel Cola, além dos delegados à frente dos inquéritos do Master. A reunião serviu para consolidar o andamento das apurações.
A expectativa é de que Mendonça edite novos despachos a partir da próxima semana, com objetivo de retomar o ritmo do caso e evitar entraves que vinham ocorrendo sob a gestão anterior. O alinhamento atual busca assegurar fluxo processual mais estável.
Ministros e investigações
Mendonça acumula, no momento, as duas maiores investigações da PF. Em paralelo, ele também coordena casos envolvendo fraude no INSS, com mais de uma dezena de inquéritos que podem alcançar uma ampla lista de políticos. Há expectativa de reforço na equipe do gabinete após a avaliação de todo o material recebido.
O ministro assumiu o caso Master na noite de ontem, após uma reunião que levou à retirada de Dias Toffoli da condução. Mendonça foi indicado pelo então presidente Jair Bolsonaro para ser o novo relator.
Internamente na PF, o sorteio de Mendonça foi visto como positivo. A corporação avalia que o novo relator pode distensionar o relacionamento institucional, diante de críticas e decisões consideradas polêmicas sob Toffoli. Nos meses anteriores, conflitos com a presidência do Supremo foram citados como fator de clima tenso.
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