No pedido de suspeição apresentado pela PF, o ministro Dias Toffoli do STF é apontado por ter participado do 1º Fórum Jurídico – Brasil de Ideias, realizado em Londres entre 24 e 26 de abril de 2024. O evento foi patrocinado pelo Banco Master, ligado ao empresário Daniel Vorcaro.
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, também esteve presente no encontro, segundo a apuração. A PF utiliza a coincidência de participação para sustentar a suspeição de Toffoli no caso Master, sob a alegação de possível proximidade com Vorcaro. A PF apresentou o relatório de 200 páginas ao STF em fevereiro, entregando-o pessoalmente ao presidente Fachin.
Suspeição, participantes e desdobramentos
A PF aponta quatro pontos no material, incluindo relações envolvendo Vorcaro, o investidor citado pelo banco Master, e familiares do ministro. Entre eles, vínculos com a ex-mulher de Toffoli, Roberta Rangel, que atuou em escritório ligado a Vorcaro; mensagens trocadas que sugerem apoio a Vorcaro e a participação de Toffoli em eventos patrocinados pelo Master.
A contextualização envolve ainda o papel de Toffoli como relator de apurações sobre o Master no STF, inclusive a participação da Corte em medidas sobre a investigação. Em fevereiro de 2026, o STF encerrou a retirada de Toffoli da relatoria, redistribuindo o caso a André Mendonça, em meio a debates sobre a condução do inquérito.
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