O governo do PT na Bahia impôs restrições que afetaram milhares de servidores estaduais, mantendo-os vinculados a juros elevados no crédito consignado. O caso envolve o CredCesta, cartão de crédito com desconto direto na folha de pagamento, operado pelo Banco Master. A decisão ocorreu no início de 2022, sob o então governador Rui Costa, que proibiu a portabilidade de dívidas para outras instituições com taxas menores.
O mecanismo central é o desconto automático na renda mensal ou no benefício, com intermediação de entidades representativas. No caso baiano, o CredCesta passou a ser administrado pelo Banco Master, sob a gestão de Daniel Vorcaro. As taxas de juros no rotativo foram destacadas como elevadas e facilitaram a permanência dos contratos sob esse sistema.
Contexto do modelo
A prática de desconto da renda, associada a entidades sindicais, é apontada como similar a esquemas de cobrança de vantagens vinculadas a aposentados e beneficiários do INSS. Na Bahia, a operação envolvendo o CredCesta ganhou alcance regional, chegando a 24 estados e dezenas de municípios em diferentes momentos.
Desdobramentos e críticas
A estrutura envolve autorização para descontos na folha de pagamento, com pouca competição para renegociação de dívidas. Esse desenho, segundo analistas, favorece a continuidade dos repasses ao banco e pode dificultar a saída de servidores de contratos com juros altos.
Ligas políticas e percussões
Dados e relatos indicam ligações entre o modelo de crédito consignado e relações institucionais locais. A depender da época, a operação foi associada a decisões administrativas que limitavam a portabilidade de dívidas, mantendo fluxos financeiros estáveis para as instituições envolvidas.
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