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PM albanês busca impedir que o Judiciário demita ministros

Rama propõe mudança na lei para impedir suspensão de ministros sob investigação, medida gerando críticas sobre independência judicial e separação de poderes

Albanian Prime Minister Edi Rama walks after posing for the family photo during the Western Balkans Summit in central London, Britain, October 22, 2025. Chris J Ratcliffe/Pool via REUTERS
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Albania enfrenta nova controvérsia sobre o poder judiciário. O primeiro-ministro Edi Rama anunciou, nesta segunda-feira, a proposta de alterar a lei para proteger ministros da suspensão durante investigações criminais. A medida visa evitar que ministros sejam afastados enquanto respondem a apurações, segundo Rama.

A mudança busca impedir que a suspensão de um ministro implique a queda automática do funcionamento de seus respectivos órgãos. Balluku, ex-ministra da Infraestrutura e deputada próxima a Rama, já foi suspensa em novembro pela decisão de um tribunal, após investigação da SPAK sobre suposto favorecimento em licitação de obras.

Balluku está sob imunidade parlamentar, tema que a SPAK vem cobrando que seja levantada para permitir a prisão preventiva, gerando atrito com o governo. Enquanto isso, há reivindicação de independência judicial e críticas de que o governo tenta influenciar processos.

Reação e cenário político

O debate acontece em um momento em que a Albânia busca a entrada na União Europeia até 2030, com a UE cobrando maior combate à criminalidade e à corrupção. O Partido Socialista, que controla a maioria parlamentar, sustenta a necessidade de manter ministros em função para evitar prejuízos à gestão pública.

A oposição, liderada pelo Partido Democrático, acusa Rama de ampliar o controle sobre o judiciário e de violar a separação entre os poderes. Protestos realizados em Tirana questionaram a conduta do governo e pediram a renúncia de Balluku.

O caso envolve ainda a própria Balluku, investigada por supostas irregularidades em licitações de infraestrutura, e Rama, que defende que as mudanças legais servem para preservar a institucionalidade. A tramitação legislativa ainda não tem prazo definido.

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