O ministro Alexandre de Moraes sinalizou aos colegas do STF que o inquérito das fake news deverá ficar aberto até, pelo menos, 2027. A expectativa é que ele assuma a presidência da Corte no ano seguinte, substituindo Edson Fachin.
O inquérito foi aberto em 2019 por determinação de Dias Toffoli e tem Moraes como relator. Inicialmente apurou ataques a ministros do Supremo e envolve servidores da Receita que teriam vazado dados sigilosos.
Em 2020, o STF decidiu pela constitucionalidade do inquérito por 10 votos a 1, com Marco Aurélio Mello sendo o voto divergente. Na época, a decisão ocorreu sob pressão de diferentes correntes políticas.
Contexto e desdobramentos
O Ministério Público divergiu de Toffoli e pediu arquivamento, o que foi negado por Moraes. Hoje, o instrumento é visto por uma parte do tribunal como ferramenta de investigação necessária, especialmente em ano eleitoral.
O atual chefe do Ministério Público, Paulo Gonet, reforça a legitimidade do inquérito, em contraste com gestões anteriores. A ala que defende a continuidade do processo argumenta que ataques à Corte podem retornar na campanha de 2026.
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