O Novo saiu em defesa dos servidores da Receita Federal após o ministro do STF Alexandre de Moraes afastar quatro servidores suspeitos de vazarem dados de ministros, do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e de familiares. A ação ocorreu nesta quarta-feira (18) e envolve apurações em curso no âmbito de investigações em curso no STF.
A nota do Supremo chamou atenção por mencionar os nomes dos investigados, prática pouco comum em comunicados oficiais de Justiça ou da Polícia. O Novo classificou o episódio como um linchamento virtual em causa própria e pediu o impeachment de Moraes e do ministro Dias Toffoli, ligado aos inquéritos do caso Master.
A investigação veio a público após vazamento resultante da gravação de uma reunião que formalizou a saída de Toffoli do caso Master, com conteúdo divulgado pelo Poder 360. O STF descreveu, na apuração, que houve um bloco de acessos cuja análise não identificou justificativa funcional, segundo a Polícia Federal, e detalhou medidas como busca e apreensão, quebra de sigilos, proibição de deslocamento dos investigados e afastamento de funções.
A Unafisco reagiu à decisão, ressaltando outra atuação de Moraes contra servidores em 2019 e destacando que a Receita Federal é um órgão de Estado. A entidade defende que os auditores-fiscais não devem ser transformados em alvos de crises institucionais ou disputas que não lhes dizem respeito.
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