Foi detido um total de 11 suspeitos pela morte de Quentin Deranque, 23 anos, ocorrida na semana passada em Lyon, durante uma manifestação associada a um protesto de uma ideologia de ultradireita. A polícia informou que as detenções incluíram um assistente de um deputado de esquerda diversa, um promotor e uma fonte informada. A capa do caso permanece sob investigação.
Os primeiros nine suspeitos foram presos na terça-feira à noite, com dois outros detidos na quarta-feira, incluindo um homem com ligação direta à violência e a parceira dele, acusada de ajudá-lo a fugir. O caso é tratado como homicídio voluntário com violência agravada.
Entre os detidos está o assistente de Raphaël Arnault, deputado do partido de esquerda France Insoumise (LFI). Arnault afirmou ter afastado o colaborador. A direção da LFI criticou a violência, e o líder Jean-Luc Mélenchon pediu que se apure a autoria com neutralidade.
Contexto e reações
O episódio elevou a tensão entre o espectro de direita e a esquerda radical antes de eleições municipais em março e da disputa presidencial de 2027. A polícia investiga se grupos ultrarradicais estiveram envolvidos, com ligações apontadas entre Nemesis, um coletivo antiimigração, e La Jeune Garde, grupo juvenil antifascista já dissolvido.
Testemunhas e imagens de TV mostraram agressões a pelo menos três pessoas, em meio a uma briga registrada no local. Um vídeo divulgado pela imprensa teria registrado dezenas de pessoas envolvidas. Em sessão no Parlamento, houve momento de silêncio pela morte de Deranque.
A Procuradoria de Lyon não comentou publicamente sobre as ligações entre os investigados e os grupos mencionados. A investigação segue para esclarecer a motivação e a cadeia de responsabilidades, com andamento para os próximos dias.
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