O lançamento de milhões de documentos sobre o ex-delinquente sexual Jeffrey Epstein está agitando a política, os negócios e até a monarquia britânica, à medida que aparecem detalhes sobre as extensas ligações do finançeiro.
Um levantamento realizado pela Reuters/Ipsos mostra que os americanos veem os EUA como um país em que pessoas poderosas costumam escapar de responsabilização. Além disso, há percepção de que o governo ainda oculta informações sobre clientes de Epstein. O resultado envolve reações em diferentes espectros políticos e medeções de confiança institucional.
Resultados-chave da pesquisa
A pesquisa, realizada online entre 13 e 16 de fevereiro, ouviu 1.117 adultos nos EUA e tem margem de erro de 3 pontos percentuais. 42% disseram ter ouvido “muito” sobre os arquivos, enquanto 47% ouviram “um pouco” e 10% não ouviram nada.
69% dos entrevistados disseram que as declarações sobre os arquivos refletem que pessoas poderosas raramente são responsabilizadas por suas ações. Já 53% afirmaram que as declarações reduziram a confiança nos líderes políticos e empresariais do país.
75% acreditam que o governo ainda esconde informações sobre os supostos clientes de Epstein, que se declarou culpado, em 2008, por crimes como solicitação de prostituição de menor de idade. Entre republicanos, 67% disseram que é adequado dizer que é hora de seguir adiante com o tema; entre democratas, esse percentual ficou em 21%.
A Reuters/Ipsos informou que a amostra foi representativa e que o estudo foi conduzido de forma online, com análises feitas para o contexto nacional.
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