A oposição no Congresso Nacional intensificou ações para investigar suspeitas envolvendo o Banco Master e possíveis vínculos com o ministro Dias Toffoli. Entre as medidas adotadas estão pedidos de impeachment, pressão pela criação de uma CPMI e solicitações de informações sobre reuniões não listadas na agenda do Palácio do Planalto.
A CPMI do Master tem como objetivo apurar um possível rombo de 50 bilhões de reais no banco e o uso irregular de fundos garantidores. A oposição já reuniu cerca de 280 assinaturas para a criação do colegiado, que teria poderes como convocar testemunhas e quebrar sigilos, operando de modo independente da Polícia Federal.
Parlamentares questionaram o envolvimento do ministro Toffoli, apontando conflito de interesses após relatos sobre proximidade com o empresário Daniel Vorcaro, dono do banco. Toffoli foi relator do caso no STF, mas abriu mão da função após a divulgação de mensagens no celular de Vorcaro e informações sobre um resort ligado à família dele. O Novo e outros senadores defendem a abertura do processo de afastamento.
Também há investigação sobre o governo federal. A bancada do Novo protocolou pedido de informações à Casa Civil para esclarecer uma reunião não prevista na agenda entre o presidente Lula e dirigentes do Banco Master. A oposição contesta a transparência e busca entender o conteúdo das conversas no Palácio do Planalto com empresários ligados a operações contra fraudes financeiras.
No Senado, a instalação de uma CPMI depende do presidente da Casa, mas surgiu uma subcomissão na Comissão de Assuntos Econômicos para manter o tema ativo. Presidida por Renan Calheiros, o grupo ouve o Banco Central e a Polícia Federal, funcionando com poderes reduzidos em comparação à CPMI, mas cobrando respostas rápidas das autoridades.
Quanto às chances de Toffoli ser julgado pelo Senado, a avaliação é de que são baixas. Não houve impeachment de ministro do STF na história do Brasil, e a abertura do processo depende da anuência do presidente do Senado e de forte apoio público e parlamentar, além de evitar atritos diretos com o Judiciário. Enquanto isso, os pedidos funcionam como instrumento de pressão política e de posicionamento da oposição.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para entender o tema com mais detalhes, leia a reportagem completa.
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