O relatório da Polícia Federal enviado ao STF aponta mais de dez encontros presenciais entre Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o ministro Dias Toffoli, ex-relator do caso. Os encontros ocorreram entre 2023 e 2024, indicando uma relação além do que mostra a conversa no WhatsApp em que Toffoli convida Vorcaro para sua festa de aniversário.
A PF também detalha que a maior parte dos encontros ocorreu em Brasília, em eventos sociais como jantares e festas. O material também cita uma reunião entre ministros do STF na qual Toffoli negou ter amizade próxima com Vorcaro. Procurados pelo UOL, Toffoli e Vorcaro não se manifestaram.
Segundo o relatório, em uma sessão interna do STF, o ministro Luiz Fux mencionou que houve apenas seis minutos de conversa entre os dois. Ainda assim, o documento mantém o registro de várias ocasiões de contatos presenciais, apoiadas por mensagens avaliadas pela PF.
O texto aponta ainda repasses de R$ 35 milhões do fundo Arleen, ligado a Vorcaró, a uma empresa na qual Toffoli é sócio com familiares, a Maridt. A PF observa que esses pagamentos ocorreram bem depois da venda de participação da Maridt em resort ao fundo Arleen, realizada em 27 de setembro de 2021, com repasses seguintes entre 2024 e 2025.
Toffoli informou, em nota, que desconhece o gestor do Fundo Arleen e que jamais teve relação de amizade ou de negócios com Vorcaro. O ministro também afirmou que não recebeu valores do banqueiro nem de seu cunhado, Fabiano Zettel. A PF continua investigando o caso, enquanto os inquéritos do Master foram redistribuídos a André Mendonça, novo relator.
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