Keir Starmer classificou os planos do Reform UK de revogar a Equalities Act como chocante e pouco britânicos. Segundo ele, décadas de proteção a mulheres estariam em risco, indo contra valores básicos do país.
O primeiro-ministro afirmou, em entrevista gravada para a BBC Breakfast, que a lei é parte essencial da identidade britânica e que o Reform pretende retroceder a dias em que mulheres não eram tratadas como iguais.
Starmer lembrou que a Equalities Act também protege pessoas pela raça, citando exemplos históricos de discriminação. Ele disse que defender a tolerância, a compaixão e a diversidade faz parte dos princípios do país.
O premiê também citou Andrew Mountbatten-Windsor pedindo que converse com autoridades sobre o escândalo Jeffrey Epstein, e defendeu a decisão do governo de não adiar eleições locais após uma reversão de agenda.
Na mesma entrevista, o líder de Reform UK, Nigel Farage, indicou Suella Braverman — ex-ministra do Interior — como porta-voz de educação, competências e igualdade. Braverman já sugeriu abolir o cargo de igualdade e revogar a lei.
Sobre as eleições locais, Starmer reiterou a importância da igualdade perante a lei e disse que qualquer pessoa com informações relevantes deve colaborar com as autoridades, independentemente de posição ou status.
Contexto sobre as eleições locais: o governo havia avaliado adiar 30 autoridades para reorganizar o governo local, mas, com orientação jurídica, decidiu manter as eleições marcadas para maio. Fonte: The Guardian.
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