Amapá pode abrir CPI para apurar investimentos de 400 milhões da Amprev no Banco Master. Deputados estaduais discutem a instalação de uma comissão parlamentar de inquérito para investigar as aplicações da previdência estadual, em meio a impasses no Congresso Nacional.
A motivação é a alegação de aplicação de recursos em títulos de alto risco, sem garantias de fundos. A preocupação é que a retirada de recursos afete o pagamento de aposentadorias de servidores, especialmente após a liquidação do Banco Master pelo Banco Central.
Entre os citados estão Jocildo Lemos, ex-presidente da Amprev, que renunciou recentemente após operação da Polícia Federal. Lemos é apontado como ligado politicamente ao senador Davi Alcolumbre; conselheiros que aprovaram os investimentos também aparecem na investigação.
Avanço do tema no Congresso e relação com a família Alcolumbre
Mesmo com assinaturas suficientes para abrir CPIs na Câmara e no Senado, os pedidos permanecem parados. No Senado, Davi Alcolumbre ainda não leu o requerimento; na Câmara, o atraso decorre de a pauta priorizar outras investigações, segundo fontes.
A relação com a família Alcolumbre é alvo de questionamentos. Alcolumbre afirma não haver interferência, enquanto Lemos disse ter sido convidado pelo senador para o cargo. Alberto Alcolumbre, irmão do parlamentar, integrou conselhos da Amprev, responsáveis pela fiscalização de recursos.
O que muda com a eventual instalação da CPI no Amapá?
Caso aprovada, a CPI estadual poderá convocar depoentes, requisitar documentos e quebrar sigilos da Amprev. A meta é apurar se houve gestão temerária ou fraude. A instalação depende de oito assinaturas entre 24 deputados, e duas já foram confirmadas.
Conteúdo produzido pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para aprofundar, leia a reportagem completa.
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