Nos dois primeiros parágrafos, o STF sinaliza uma mudança no andamento do Caso Master. O ministro André Mendonça derrubou restrições impostas anteriormente e determinou o retorno ao fluxo ordinário de perícias e depoimentos. A decisão busca também reduzir a influência do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, sobre as investigações.
No despacho de 19 de fevereiro, Mendonça estabeleceu que apenas autoridades policiais e agentes diretamente envolvidos devem ter acesso às informações do inquérito. O objetivo é manter sigilo profissional entre os membros da equipe e evitar acesso por superiores não vinculados formalmente ao caso.
Essa orientação reforça que delegados devem manter confidencialidade sobre dados sensíveis. A medida restringe o compartilhamento com a cúpula da PF, incluindo o diretor-geral, e orienta que o fluxo de informações permaneça com a equipe investigativa. O texto não impede, porém, o suporte administrativo necessário.
Nos bastidores, a decisão é associada a descontentamento de Mendonça com o recebimento de informações pelo comando da PF. A proximidade de Andrei Rodrigues com o presidente Lula é citada em análises de meio político e de especialistas próximos ao caso.
Pessoas envolvidas no caso afirmam que a proteção reforçada visa reduzir impactos de possíveis vazamentos. O caso Master envolve investigações ligadas a potenciais vínculos entre o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro, alvo de apuração na CPI do INSS.
A decisão de Mendonça também é discutida à luz do contexto político, com o relator da CPI do INSS monitorando temas paralelos ligados ao dono do Banco Master. A imprensa segue pautando a relação entre sigilo, câmaras de comando e a condução das apurações.
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