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Lula critica redes sociais e afirma que mundo está nervoso, na TV indiana

Lula ataca big techs e defende regulação global das redes, com responsabilização de conteúdos violentos, durante agenda na Índia

Em entrevista na Índia, petista retomou ataques às "big techs" e defendeu regulação das redes sociais e IA. (Foto: Ricardo Stuckert/Secom)
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reiterou ataques às big techs nesta sexta-feira, 20, afirmando que as redes sociais também são usadas por pessoas com más intenções para divulgar mentiras. Ele declarou que o mundo está “muito nervoso” durante entrevista na Índia. O discurso ocorreu poucas horas após ele defender regulação de plataformas digitais em Nova Delhi, onde cumpre agenda oficial.

Lula enfatizou a necessidade de punições mais rígidas a plataformas digitais quando conteúdos violentos são publicados. Para ele, a responsabilidade deve recair sobre quem permite a publicação de material agressivo, com uma avaliação judicial quando necessário. O objetivo é evitar impactos negativos para a sociedade.

Em sua visão, a regulação deve ser acompanhada por ações da sociedade civil na governança da inteligência artificial. O presidente citou exemplos do Brasil, como a restrição do uso de celulares nas escolas, apontando ganhos para a educação como demonstração de resultados positivos.

Diplomacia pelas redes sociais

O chefe do Executivo criticou a forma como líderes se comunicam hoje pelas redes sociais, sem citar nomes, mas deixando claro o desconforto com decisões anunciadas via plataformas. Lula sugeriu que ações diplomáticas devem ser confirmadas diretamente com o parceiro, antes de qualquer divulgação pública.

O presidente destacou a importância de maior protagonismo de países emergentes na arena internacional e reforçou a relevância do Brics para a diplomacia global. Ele defendeu reformas no Conselho de Segurança da ONU, com inclusão permanente de Brasil, Índia, Alemanha e Japão.

Brics e inovação

Lula elogiou iniciativas do Brics, como o novo banco do grupo, o Novo Banco de Desenvolvimento, visto como alternativa às instituições tradicionais. Segundo ele, o projeto demonstra que é possível inovar no século 21 e reforçar o multilateralismo.

O petista reiterou que o Brics representa uma “esperança” para o equilíbrio geopolítico. Ele ressaltou a necessidade de o bloco ampliar sua influência econômica e diplomática, mantendo o foco em soluções coletivas para a governança global.

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