A britânica Annie, residente na Holanda, enfrenta nova exigência do Home Office para retornar ao Reino Unido para ver a mãe de 91 anos em estado terminal. A regra passa a valer na quarta-feira e impõe a apresentação de passaporte britânico para britânicos com segunda nacionalidade, ou o pagamento de 589 libras por um certificado de direito de entrada, que pode demorar até oito semanas. Em meio a uma situação de cuidado à distância, Annie viu seu passaporte britânico expirar na semana passada, enquanto o renovação ainda está em andamento.
Annie contou que, até então, utilizava seu passaporte holandês para viajar ao Reino Unido e visitar a mãe com frequência. Ela, cuja identidade não foi divulgada, reside na Holanda desde 1999 e tem cidadania britânica por nascimento. A mãe está em casa de repouso em Yorkshire, sob cuidados paliativos após múltiplos derrames.
A filha afirma que a mudança de procedimento agrava o sofrimento familiar, especialmente pela incerteza sobre quanto tempo a mãe ainda pode viver. Segundo ela, cada viagem é um momento valioso de proximidade, que pode não se repetir.
Reações e desdobramentos
O ex-ministro David Davis, deputado de Annie, pediu à ministra do Interior que introduza urgentemente uma grace period para permitir que britões com dupla nacionalidade continuem a viajar com o segundo passaporte durante o processamento do passaporte britânico. A ideia é garantir um direito de retorno claro.
O Partido Liberal Democrata também cobrou medidas de transição, defendendo uma prorrogação para evitar impactos sobre cidadãos que dependem do segundo passaporte para retornar ao país. A pauta enfatiza a necessidade de regras que não prejudiquem famílias em momentos críticos.
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