O presidente da Unafisco Nacional, Kleber Cabral, depôs à Polícia Federal nesta sexta-feira, em caráter de investigado, no âmbito do Inquérito das Fake News. O depoimento ocorreu por videoconferência, com duração de 1 hora, e foi solicitado pelo STF.
A oitiva integra apuração sobre a divulgação de informações falsas e envolve as críticas de Cabral à operação da PF contra quatro auditores da Receita. Os alvos são suspeitos de vazamento de dados sigilosos de ministros do Supremo e de parentes deles.
Em nota oficial, a Unafisco informou que Cabral prestou esclarecimentos sobre as declarações dadas ao Estúdio i, da GloboNews, na última quarta-feira. A entidade ressaltou que o depoimento ocorreu sob sigilo e que o presidente não pode comentar o conteúdo.
Contexto e desdobramentos
Segundo apuração da TV Globo, Cabral questionou na entrevista a atuação policial contra auditores, afirmando que as medidas impactam a atuação da categoria. A PF não comentou o conteúdo do depoimento por estar em diligência sigilosa.
A oitiva foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, e ocorre em meio a investigações sobre disseminação de informações potencialmente falsas. A íntegra da nota da Unafisco esclarece a condição de investigado de Cabral.
Ainda não há divulgação de trechos do depoimento ou de evidências apresentadas pela defesa. O caso segue sob sigilo policial, mantendo o foco na timeline do inquérito e nas declarações públicas feitas anteriormente pelo presidente da entidade.
Entre na conversa da comunidade