O governo australiano informou que apoiaria qualquer proposta para remover Andrew Mountbatten-Windsor da linha de sucessão ao trono. A medida surge após a prisão do ex-príncipe, sob suspeita de má conduta no serviço público. A medida é discutida no Reino Unido, onde leis devem ser avaliadas.
O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, escreveu ao premier britânico, Keir Starmer, oferecendo apoio à mudança. A comunicação ocorreu enquanto o governo britânico prepara legislação para retirar o apoio de Mountbatten-Windsor à sucessão.
Mountbatten-Windsor é oitavo na linha de sucesssão, atrás de William, Kate, George, Charlotte, Louis, e dos príncipes Harry e seus filhos. Ele renunciou aos títulos em outubro, após novas informações sobre ligações com Jeffrey Epstein.
A remoção exigiria lei do Parlamento Britânico e o consentimento de 14 países da Commonwealth, incluindo Austrália, Canadá e Nova Zelândia, onde o rei Charles III é chefe de Estado.
Albanese afirmou que a lei deve seguir seu curso e que o país leva as acusações a sério. Em março, o chefe de governo disse, em entrevista, que a prisão é uma queda extraordinária de status.
Buckingham Palace não teria entrado em resistência à eventual remoção, conforme reportado. O rei Charles III disse que a lei deve seguir seu curso, após a prisão do irmão de Andrew.
No passado, mudanças da linha de sucessão também foram apoiadas pela Commonwealth. Em 2011, países membros aprovaram alterações para favorecer a igualdade entre herdeiros, com mudanças em regras de casamento e de parentesco religioso.
Albanese, apesar de manter posição republicana, afirmou que a prisão de Mountbatten-Windsor não motiva um novo plebiscito sobre a relação da Austrália com um chefe de Estado estrangeiro. O referendo de 1999 não alcançou a maioria.
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