Flávio Dino, ministro do STF, publicou neste domingo (22) uma mensagem celebrando dois anos no cargo. O texto reserva espaço para citar o Sermão da Montanha, ao afirmar que permanecerá fiel ao trabalho para concretizar a passagem de Mateus 5,6. O foro foi o Supremo, em Brasília.
Na mensagem, Dino também revela insatisfação com o dever de discrição imposto aos juízes. O ministro afirma que não pode se defender no debate público das agressões e mentiras que, segundo ele, foram proferidas, de forma não reconhecida por ele mesmo.
O- que envolve a atuação de Dino no STF envolve ações sobre o chamado Orçamento secreto e o pagamento de benefícios acima do teto do funcionalismo, fixado em R$ 46.366,19. O ministro diz que reflete, hoje, sobre direitos sociais previstos na Constituição e sobre o zelo no uso de recursos públicos, nos três Poderes, tema central de críticas às chamadas ações estruturais.
Dino chegou ao STF por indicação do presidente Lula, após ocupar o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Ex-integrante do PCdoB, ele é o presidente da Primeira Turma, que participou de decisões de alto impacto, como a condenação de Jair Bolsonaro e de outros réus por tentativa de golpe de Estado.
Durante a sessão de quinta-feira (19), o presidente do STF, Edson Fachin, parabenizou Dino pelo aniversário na Corte. Em resposta, o ministro citou Abraão, destacando as escolhas entre caminhos ditados pela vida e pela fé, e reforçou a ideia de várias possibilidades existenciais que moldam a atuação institucional.
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