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PT usa Benedita da Silva para tentar reconquistar evangélicos após Carnaval

PT escala Benedita da Silva para tentar reverter desgaste com evangélicos após carnaval, em meio à crise com o bolsonarismo

A deputada Benedita da Silva (PT-RJ) é a relatora do projeto que amplia a proteção a domésticas resgatadas em regimes análogos à escravidão.
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Benedita da Silva, deputada federal pelo PT do Rio de Janeiro, atua como relatora de um projeto que amplia a proteção a domésticas resgatadas de regimes análogos à escravidão. A sigla escalou a líder para tentar recompor a relação com evangélicos após o Carnaval.

A ação ocorre em meio a críticas ao desfile da Acadêmicos do Rio de Janeiro em Niterói, com uma ala chamada “Neoconservadores em conserva”. A escola homenageou o presidente Lula, gerando desconforto entre lideranças religiosas e uma parcela do público.

Em vídeo divulgado nesta segunda-feira, Benedita afirmou que “Deus não pode ser instrumento de campanha política” e ressaltou a diversidade de núcleos familiares do Brasil, criticando o bolsonarismo por usar a Bíblia como crachá. O tom gerou atrito com parte do público evangélico.

Reação e contexto político

Anne Moura, da Executiva Nacional do PT, explicou que Benedita é vista como ponte com comunidades de fé, capaz de esclarecer fatos e manter diálogo. A distribuição de críticas ao bolsonarismo apareceu como eixo da mensagem da deputada.

Lideranças evangélicas reagiram ao episódio, fortalecendo o afastamento com o Planalto em um momento em que Lula busca aproximação. Pesquisas indicam desaprovação considerável entre evangélicos e apoio menor à gestão federal no segmento.

No entorno do governo, o tema alimenta cautela sobre a indicação de Jorge Messias ao Supremo. O advogado-geral da União é evangélico e enfrenta resistência de senadores, com temores de que o desgaste atrapalhe a sabatina.

Entre petistas, há avaliação de que a crise pode não ter impacto imediato na popularidade de Lula. Alguns parlamentares avaliam que o ruído pode superar o dano real, ao menos neste momento. O partido trabalha para medir impactos futuros sobre a agenda governista.

Durante o fim de semana, Lula disse não se posicionar sobre a ala da escola de samba, destacando que não participou da produção do desfile e ressaltando que foi homenageado em uma música. O relato foi feito em entrevista em Nova Délhi, na Índia.

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