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Caso Marielle e Anderson: 1º dia de julgamento com críticas a Freixo e à PGR

Primeiro dia do julgamento de Marielle e Anderson encerra com indiretas a Freixo e críticas à PGR, sessão é retomada nesta quarta-feira

Sessão do julgamento do caso Marielle Franco no STF. Foto: Antonio Augusto/STF
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O primeiro dia do julgamento dos assassinatos de Marielle Franco e de Anderson Gomes terminou com perguntas sobre a conduta dos acusados e críticas cobrindo a atuação da PGR. A sessão ocorreu no STF e foi encerrada após as sustentações orais das defesas, sendo retomada na quarta-feira, 25, às 9h.

O relator Alexandre de Moraes apresentou o relatório inicial, situando as etapas do processo. Em seguida, o vice-procurador-geral Hindemburgo Chateaubriand defendeu a condenação de todos os cinco acusados por mandamento e participação no crime. As defesas solicitaram a absolvição, contestando a validade das provas apresentadas.

Durante a sessão houve ataque indireto a políticos e a atuação de autoridades. A defesa de Domingos Brazão criticou o que chamou de relação entre política e milícias, citando votos que, segundo ele, teriam apoio de áreas associadas aos réus. A PGR sustenta que os irmãos Brazão tinham ligações com facções locais e que Freixo também era alvo de desavenças.

Saiba quem são os réus

Domingos Inácio Brazão

Era deputado estadual (MDB-RJ) e, à época, conselheiro do TCE-RJ. É apontado como mandante e chefe de organização criminosa ligada a grilagem de terras e irregularidades imobiliárias.

João Francisco Inácio Brazão (Chiquinho Brazão)

Era deputado federal (União-RJ). Também é considerado mandante, junto com o irmão, de ações criminosas na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior

À época, Diretor da Divisão de Homicídios da Polícia Civil. Empossado chefe da Polícia Civil no dia anterior ao crime, é acusado de planejar a execução com o objetivo de favorecer os mandantes.

Ronald Paulo de Alves Pereira (Major Ronald)

Ex-Militar da PMRJ, segundo a acusação, monitorou a rotina de Marielle e forneceu informações aos executores.

Robson Calixto Fonseca (Peixe)

Ex-assessor de Domingos Brazão, atuou como intermediário entre os irmãos Brazão e milícias, além de gerir negócios imobiliários irregulares e atuar como laranja em aquisições de terras.

*(Em atualização)*

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