O Conselho de Ética da Alesp abriu um processo disciplinar que pode cassar o mandato do deputado Lucas Bove (PL-SP). A ação mira, principalmente, acusações de violência doméstica contra a ex-esposa, além de alegadas agressões verbais durante sessões da Assembleia. A instauração ocorreu por unanimidade.
O processo tem como relator o deputado Emídio de Souza (PT). A representação principal foi apresentada pela deputada Mônica Seixas (PSOL), que acusa Bove de violência política de gênero. Também houve uma representação de Paula da Bancada Feminista (PSOL), arquivada, que envolve o mesmo caso.
Bove não esteve presente na sessão de hoje. O deputado nega as acusações e já questionou as denúncias apresentadas contra ele. Parlamentares que defenderam a abertura do processo destacaram a necessidade de apurar condutas que possam caracterizar violência de gênero no ambiente da Alesp.
Contexto do processo
A Alesp já havia arquivado, em agosto, pedido de cassação apresentado por Mônica Seixas. Em outubro, novas representações foram protocoladas pelo PT e PSOL, motivadas por denúncias do Ministério Público Federal sobre violência doméstica e psicológica contra Cíntia Chagas.
Em novembro, a Justiça tornou Bove réu pelos crimes citados, com tramitação em segredo de Justiça. O juiz responsável ressaltou consistência de depoimentos, laudos e evidências. A defesa do deputado sustenta a inocência e afirma que apresentará provas para contestar as acusações.
A sessão contou ainda com manifestações no plenário, com apoiadores de Mônica e Paula exigindo cassação de Bove. Parlamentares também discutiram ações do deputado contra as próprias denunciantes, usadas por alguns como indicativo de violência política de gênero.
Em meio ao debate, o Conselho de Ética arquivou pedidos de cassação contra deputadas que haviam denunciado Bove. O colegiado avaliou que apresentações contra Mônica e Paula não cumpriram os requisitos para prosseguimento.
Entre na conversa da comunidade