O ministro da Justiça, Flávio Dino, federalizou nesta terça-feira a investigação do assassinato de Marielle Franco. Ele preside, na condição de ministro, o encerramento do caso na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal.
Numa sessão realizada há 12 dias de forma reservada, Dino classificou como inadequado o relatório que contestava perguntas centrais sobre a atuação de Dias Toffoli no caso. Hoje, em sessão pública, ele conduz o julgamento que depende do trabalho da Polícia Federal.
Ao longo de cinco anos, investigações resistiram no Rio de Janeiro até que a PF assumiu o caso, trazendo andamento após longos períodos de impasse. O crime ocorreu há mais de uma década, quando Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes foram mortos.
O crime envolve ex-agentes da segurança pública; dois ex-policiais militares já foram condenados pela execução. Também aparecem, como réus, um ex-deputado federal, um conselheiro do Tribunal de Contas do Estado e um ex-chefe da Polícia Civil.
Além de Dino, outros dois ministros da Primeira Turma tiveram papel relevante na crítica ao relatório contra a PF. O relator, Alexandre de Moraes, considerou a investigação involving Toffoli inadequada, enquanto Cristiano Zanin afirmou que o material é nulo.
A Polícia Federal permanece como o principal instrumento do Estado brasileiro no combate a organizações criminosas. A atuação do órgão é reconhecida como fundamental, ainda que haja controvérsias sobre pontos específicos de investigações complexas.
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