O STF condenou nesta quarta-feira os mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. A decisão, unânime, foi de 76 anos e 3 meses de prisão para os irmãos Domingos Brazão e Chiquinho Brazão. O veredito encerra etapa importante do caso.
A ministra Anielle Franco, hoje à frente da pasta da Igualdade Racial, classificou a condenação como resposta a quem debochou da morte da irmã. A família de Marielle acompanhou a sessão no STF e manifestou emoção ao fim do julgamento.
A família de Marielle celebrou o desfecho. A mãe, Marinete Silva, viu alívio em cabeça erguida; a filha, Luyara Franco, disse que a sentença atesta a voz de Marielle junto aos eleitores. A companheira de Marielle, Mônica Benício, ressaltou a importância do marco democrático.
Repercussos e leitura do caso
Representantes do PSOL, como a deputada Talíria Petrone, destacaram que as penas superaram os 70 anos e enviam recado claro contra milícias. Fernanda Chaves, jornalista e sobrevivente, afirmou que o Brasil reforça que crimes contra a vida não serão tolerados. A defensoria do caso destacou o papel da democracia no desfecho.
O julgamento também teve posicionamentos de outros apoiadores da vereadora e de familiares de Anderson Gomes, que acompanhavam o desfecho. Embora o foco tenha sido a responsabilização dos mandantes, houve ênfase na necessidade de fortalecer instituições democráticas.
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