A CPI do Crime Organizado aprovou quebras de sigilo e oitivas que envolvem empresas estratégicas, aumentando a pressão sobre autoridades ligadas ao caso Master. Entre os alvos está a Maridt Participações, vinculada à família do ministro do STF Dias Toffoli, ex-relator do Caso Master na Corte.
Segundo apuração, a Maridt integrou o grupo Tayayá Ribeirão Claro, responsável pelo resort Tayayá no Paraná. A participação no empreendimento teve início em 2021, com parte dela sendo adquirida pelo cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A empresa opera no setor de investimentos da família.
Investigadores que acompanham o caso dizem que o material obtido pela CPI tende a incomodar autoridades. A expectativa interna é de que a comissão possa desfazer tentativas de blindagem política em torno do banco e da investigação envolvendo o Master.
O relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), reforçou o objetivo de desvendar toda a trama que envolve o caso Master. A medida de ampliar quebras de sigilo e ouvir testemunhas aponta para um inquérito mais amplo do que se pensava.
A análise sobre o papel da Maridt e de outras empresas ligadas ao grupo familiar de Toffoli destaca a potencial quebra de proteção a autoridades. A CPI atua como peça central para esclarecer questões que até então ganharam leituras distintas.
A articulação de bastidores indica que a comissão pode desviar o foco de discussões políticas tradicionais e trazer à tona aspectos relevantes do funcionamento do banco Master. As investigações seguem sob sigilo nas fases iniciais de coleta de informações.
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