O governo do Rio de Janeiro planeja judicializar as regras da eleição indireta que escolherá o substituto de Cláudio Castro no “mandato-tampão”. A disputa envolve a escolha de quem comandará o Palácio Guanabara até as eleições de 2026.
Castro, que disputará o Senado, sinalizou a permanência de Nicolla Miccione como provável sucessor no comando da Casa Civil em caso de afastamento temporário. A indefinição, porém, ainda não teve confirmação oficial de aliados.
Além disso, Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, pressiona pela indicação de Douglas Ruas, deputado do PL, para também integrar a chapa na eleição indireta. Ruas já foi anunciado como candidato ao governo do estado.
Atual vacância na linha de sucessão ocorre porque não há vice-governador no estado e o pleito está previsto para maio. A ausência de um titular complica o cenário político local.
Panorama jurídico
A tensão aumentou após a Alerj aprovar uma lei que reduz o desincompatibilização para a eleição indireta de seis meses para 24 horas. A norma pode impactar quem disputa o pleito tampão.
Caso a Justiça determine que o prazo permanece em seis meses, Nicolla Miccione e Douglas Ruas ficariam impossibilitados de concorrer. A decisão judicial abriria espaço para novas tratativas entre as lideranças.
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