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Irmãos Brazão, condenados por Marielle, envolvidos em novo homicídio

Condenados pelo STF como mandantes do assassinato de Marielle Franco, os irmãos Brazão já haviam se envolvido em outro homicídio em 1987, sob a alegação de legítima defesa

Chiquinho Brazão e Domingos Brazão, acusados de mandar matar Marielle Franco — Foto: Reprodução
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Domingos Brazão e Chiquinho Brazão foram condenados pelo STF como mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. A decisão ocorreu em fevereiro de 2026 e envolve um histórico de envolvimento criminoso do grupo.

Nesta reportagem, revejo um crime anterior envolvendo os irmãos, ocorrido em 8 de março de 1987, quando Domingos atirou e matou Luiz Cláudio Xavier dos Reis e feriu Jairo Neves dos Santos. O crime teve motivação relacionada a ciúmes.

Segundo as investigações da época, Luiz Cláudio desconfiava de que sua ex-mulher mantinha relação com Domingos ou com Chiquinho. O atentado ocorreu em um Fusca, com dois disparos de revólver 38.

A ampliação do caso mostra que Domingos foi preso em dezembro de 1987 e libertado provisoriamente em janeiro de 1988. O processo, porém, ficou paralisado por decisão de juiz, sem júri popular, em 1992.

Em 2003 o julgamento ocorreu, já com Domingos deputado estadual e com foro privilegiado. A decisão final absolveu Domingos por legítima defesa, em meio a divergências entre desembargadores.

O Ministério Público chegou a receber denúncia anônima sobre suposta milícia ligada aos Brazão, mas a peça foi desqualificada pelo relator, que ressaltou a fragilidade de denúncias sem base direta no caso.

A defesa trouxe elementos que apontavam que Luiz Cláudio rondava Domingos e que havia uma tentativa de sequestro de vida durante o diálogo entre as partes, o que foi utilizado para sustentar a legítima defesa.

A narrativa descreve que, ao voltarem de um aniversário, Luiz Cláudio teria fechado o Fusca com uma moto, levando Domingos a agir com dois tiros. A versão dos autos aponta conflitos anteriores entre as partes.

Ao final, o relator reafirmou a defesa como legítima, enquanto o voto vencido destacava que o episódio ocorreu em retaliação a uma agressão. A diferença de versões marcou o desfecho do júri.

No desfecho processual, dois depoimentos impactaram o entendimento: a esposa de Luiz Cláudio e a irmã da vítima descreveram o homem como alguém de boa índole, o que pesou na avaliação da defesa.

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