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STF inicia segundo dia de julgamento do caso Marielle

STF retoma julgamento de Marielle: Moraes rejeita preliminares e inicia voto; cinco réus são acusados de duplo homicídio qualificado e, em alguns, organização criminosa

Primeira Turma do STF começa segundo dia de julgamento do caso Marielle
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O STF retomou nesta quarta-feira o julgamento dos acusados de mandar matar a ex-vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes. O segundo dia começou com o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes.

Moraes rejeitou as questões preliminares apresentadas pelas defesas, mantendo o foco no mérito. O voto seguiu para os ministros Cristiano Zanin, Carmen Lúcia e Flávio Dino, presidente da Turma.

Acusados e acusações

  • Domingos Inácio Brazão, conselheiro do TCE-RJ. Duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves.
  • João Francisco Inácio Brazão, deputado cassado. Duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves.
  • Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior, delegado e ex-chefe da Polícia Civil do RJ. Duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves.
  • Ronald Paulo Alves Pereira, major da Polícia Militar. Duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves.
  • Robson Calixto Fonseca, policial militar e ex-assessor de Domingos Brazão. Organização criminosa.

Nesta fase, a Procuradoria Geral da República pediu a condenação dos cinco réus pelos crimes denunciados. A PGR sustenta que os Brazão lideravam uma organização ligada à grilagem e ocupação de terras, com Marielle vista como ameaça aos negócios e aos currais eleitorais.

Defesa e contexto do caso

As defesas pediram a absolvição, alegando falta de provas e apontando que a denúncia se baseia em delação premiada de Ronnie Lessa. O processo tramita no STF desde 2024, resultado de investigações que tiveram início a partir de delação de ex-PM.

Em junho de 2024, os réus foram denunciados; Domingos, Rivaldo, Ronald e Robson Calixto continuam presos preventivamente. Chiquinho Brazão recebeu prisão domiciliar por comorbidades graves.

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