A CPMI do INSS manteve nesta quinta-feira (26) a tendência de concentrar investigações em possíveis quebras de sigilo associadas a Lulinha, filho do presidente Lula. O foco ganhou força durante a votação de requerimentos que autorizam a quebra de sigilo bancário e fiscal do jovem Fábio Luís Lula da Silva.
A comissão começou os trabalhos em agosto do ano passado para apurar desvios bilionários de aposentadorias do INSS, em parceria com a PF e a CGU. As apurações envolvem empresários de fachada e estruturas usadas para dificultar o rastreamento de recursos.
Entre os assuntos da CPMI, estava a ligação entre o que chamaram de “Careca do INSS” e supostos operadores da fraude. A investigação também envolve o irmão do presidente, Frei Chico, vice-presidente do Sindnapi, sem evidências de vínculo financeiro até o momento.
Avanços e entraves na apuração
Nesta quinta, houve confusão entre os parlamentares ao aprovar um requerimento para quebrar sigilo de Lulinha e para a criação de um Relatório de Inteligência Financeira pelo COAF, com foco em movimentações suspeitas.
O colegiado também analisou o fluxo financeiro entre grupos fraudadores e as empresas de fachada usadas para dissimular o dinheiro de aposentadorias desviadas. A comissão manteve a ideia de dividir temas em duas frentes, incluindo empréstimos consignados ilegais.
Apesar de avanços, a CPMI ainda não aprovou quebras de sigilo de instituições financeiras envolvidas. Somente nesta sessão houve a aprovação para ouvir presidentes de entidades financeiras suspeitas, sem ainda apresentar quebras de sigilo correspondentes.
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