O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, negou que tenha conversado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a viagem à Ásia sobre sua possível candidatura ao governo de São Paulo. A afirmação seguiu questionamento sobre a trajetória eleitoral no estado.
Haddad disse não ter participado de reunião na Índia e na Coreia sobre esse tema durante a viagem. Ele ressaltou que houve duas conversas anteriores, antes da viagem, sobre o assunto, ainda não conclusivas, e que podem ocorrer novas discussões.
Um jantar marcado entre Haddad e Lula hoje deve tratar do tema. A informação foi veiculada pela imprensa e confirmada por pessoas próximas a aliados do presidente. Edinho Silva, presidente do PT, também sinalizou disposição para concorrer, após conversa com Haddad.
Envolvidos e cenário
Quem está no radar é Haddad, presidente do PT, e Lula. A discussão envolve também a chapa para o governo de São Paulo, com o senador Tarcísio de Freitas em posição de manter a disputa ao governo, e o PP indicando Guilherme Derrite ao Senado.
Quando e onde ocorreu o tema controverso fica subentendido: as conversas mencionadas teriam acontecido antes da viagem à Ásia, com desdobramentos durante o período recente. A viagem serviu de contexto para especulações sobre alianças.
Desdobramentos políticos
Caso Haddad acabe fora da disputa, o PSB avalia alternativas para o governo estadual, incluindo a pré-candidatura do ministro Márcio França. Há também menção a Geraldo Alckmin, que pode permanecer como vice na chapa de Lula. Tebet é cotada ao Senado, conforme apuração da imprensa.
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