O governo italiano fechou um acordo sobre uma reformulação ampla da lei eleitoral, segundo duas fontes, nesta quinta-feira. O objetivo é consolidar a governabilidade após as próximas eleições de 2027. O anúncio ocorreu em Roma e envolve as áreas políticas do governo.
A proposta, encabeçada pela coalizão de direita, prevê migração para um sistema totalmente proporcional e garantia de maioria para qualquer coalizão que obtenha mais de 40% dos votos. Além disso, o texto mantém um segundo turno apenas para cenários de 35% a 40% de apoio total.
Oposição acusa o movimento de ser uma manobra para manter o poder, citando risco de distorção da representação. Partidos de esquerda, como o PD, afirmam que a medida protege apenas interesses do Executivo.
Contexto político
Na eleição de 2022, o PD e o Movimento 5 Estrelas não formaram uma aliança suficiente para impedir a vitória do bloco de direita, que dominou as cadeiras com votos diretos. Um novo bloco de esquerda surge, com potencial para influenciar a distribuição de assentos, sobretudo no sul do país.
A reforma dependerá da aprovação no parlamento. A coalizão governista já enfatiza que a mudança visa estabilidade e refletir o voto dos cidadãos, evitando fragilidades institucionais.
A proposta surge em meio à campanha para um referendo, em março, sobre a reforma do judiciário, que é vista como teste crucial para Meloni antes das próximas eleições nacionais.
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