O veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à proposta que altera a dosimetria das penas de condenados por atos de 8 de janeiro tornou alvo de negociações no Congresso. Centrão busca derrubar o veto em troca de esfriar a atuação da CPMI do Banco Master, abrindo espaço para acordos políticos.
A oposição vê no tema uma pauta de desgaste, associando a CPMI a possíveis fraudes e ligações do banco com autoridades. Líderes do Centrão avaliam que adiantar a leitura do veto pode ser utilizado para conter a cobrança de instalação da comissão mista.
Parágrafo 3 de texto inicial: A avaliação interna no Congresso aponta que a CPMI pode gerar desgaste sistêmico, atingindo parlamentares de diferentes partidos, especialmente próximo ao período eleitoral. Davi Alcolumbre e Hugo Motta resistem à instalação da CPMI.
Governo e Congresso
Alcolumbre sinalizou que pode convocar sessão no início de março para analisar o veto ao PL da Dosimetria. Derrubada do veto exige 257 votos na Câmara e 41 no Senado, meta considerada ao alcance pela oposição, que lembra votos da Câmara (291) e do Senado (48).
Cenário político
Centrau admite avançar na pauta se a oposição reduzir a pressão pela CPMI. A ideia é que a comissão ampliaria exposição política no momento sensível. Polícia Federal deflagrou operação contra a Amapá Previdência, ligada ao Banco Master, gerando repercussão no Senado.
Resistência e impactos
Grupo do Centrão teme que a CPMI alcance quadros influentes e prejudique a atuação de governos locais e federais no período eleitoral. Parte da base governista defende uma CPI mais restrita ao BRB, questionando a viabilidade de uma apuração ampla.
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