Catherine Pégard foi apontada pelos presidentes Emmanuel Macron e pelo primeiro-ministro Sébastien Lecornu como nova ministra da Cultura da França. Ela substitui Rachida Dati, que concorre à prefeitura de Paris nas eleições municipais de março. A nomeação ocorre em meio a cortes de orçamento no ministério.
Pégard comandou o Château de Versailles por 13 anos e atua como assessora de cultura de Macron desde 2024. A pauta pública envolve críticas à gestão orçamentária e a repercussões do roubo de joias da coroa no Louvre, em outubro, que abalaram a instituição.
Rachida Dati deixa o ministério com 25 meses no cargo e após mudanças de governo. Uma crítica comum é a percepção de ineficiência e ruído político durante sua gestão, com relatos de polêmicas sobre atuação junto a artistas e elites culturais.
Crise e contexto institucional
O caso do Louvre intensificou o escrutínio sobre a segurança do museu e a responsabilidade do ministério na área. A investigação parlamentar aponta falhas de proteção, alimentando debates sobre políticas culturais e orçamento.
O histórico de Dati inclui ações polêmicas, como propostas para fundir radiodifusão pública, hoje em suspenda. Ela também enfrentou críticas por visitas a eventos culturais e por controvérsias envolvendo lobby e financiamento empresarial.
A mudança de liderança ocorre em meio a tensões entre a política cultural rural e o foco em grandes centros urbanos. A nova ministra Hereda tem formação ligada à política, jornalismo e gestão pública, buscando equilíbrio entre desenvolvimento cultural e cortes de recursos.
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