A Itália pode ouvir uma mudança no sistema eleitoral que, segundo estudos, aumentaria as chances de reeleição da primeira-ministra Giorgia Meloni. A proposta envolve ampliar o peso de uma coalizão vitoriosa para garantir majority estável no Parlamento, caso receba mais de 40% dos votos. A reforma ainda precisa passar pelo Parlamento.
Segundo análises da YouTrend, sob o modelo atual, a maioria não ficaria clara, resultando em um possível Parlamento fragmentado. Já em um sistema puramente proporcional, Meloni sairia com vantagem expressiva, com a coalizão governista potencialmente dominando a Câmara Baixa e o Senado.
O projeto prevê um bônus de 70 cadeiras na Câmara de 400 e 35 cadeiras no Senado de 200 para a coalizão mais votada, limitado a 60% do total para evitar domínio absoluto. O objetivo é aumentar a estabilidade do governo após 2027.
A oposição questiona o envio de regras que favoreceriam o governo, alegando distorção do mecanismo eleitoral para consolidar o poder. Partidos de direita reforçam a ideia de estabilidade e governabilidade.
Uma sondagem da Noto Sondaggi para La Stampa aponta que, hoje, o centro-direita poderia chegar a cerca de 242 vagas na Câmara, frente a até 152 para a oposição, sob o novo sistema. A esquerda busca formar aliança para 2027.
A análise também ressalta que, sob o atual formato, a aliança de esquerda poderia ter vantagem em distritos majoritários do sul, onde o Movimento 5 Estrelas ainda é forte. Estudos indicam ganhos potenciais para Meloni com o aumento de percentuais de voto.
Reações e próximos passos
- A coalizão governista defende a reforma como caminho para governabilidade estável.
- A oposição acusa a medida de favorecer o atual governo.
- Mesmo com apoio popular, a reforma depende da aprovação parlamentar para entrar em vigor.
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