O senador Eduardo Girão (Novo-CE) afirmou nesta terça-feira (3) que vai insistir na quebra de sigilo de Fabiano Zettel, apontado como cunhado de Daniel Vorcaro, no âmbito das apurações sobre o Banco Master. O pedido ocorreu após Zettel obter habeas corpus para não depor na CPI do Crime Organizado, sob o argumento de ser investigado e ter direito a não produzir provas contra si.
A linha de investigação envolve a relação entre o círculo familiar e profissional de Zettel com Vorcaro, dono do Banco Master e alvo da Operação Compliance Zero. A CPI apura possível lobby ou tráfico de influência envolvendo o banco e agentes públicos.
Girão criticou decisões do STF que, segundo ele, atrapalham as investigações. O senador disse que há risco de mais cancelamentos com interferências do tribunal na comissão, mas afirmou que não desistirá.
Interferência do STF e desdobramentos
Girão citou nominalmente os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Segundo o senador, Mendes teria decidido pela manutenção do sigilo da empresa Maridt, relacionada a familiares de Toffoli, que teria recebido valores do Banco Master.
O parlamentar classificou a decisão como corporativismo e informou ter recorrido. Ele reiterou que há interesse em convocar familiares de ministros e afirmou haver dever moral de aprofundar as apurações.
“Temos o dever moral de descortinar o crime organizado na maior fraude do sistema financeiro do Brasil”, afirmou Girão, sem concluir sobre consequências para políticas públicas.
Contexto do tema no Congresso
A oposição debate a criação de uma CPMI específica para o Banco Master. A proposta busca ampliar poderes investigativos sobre possíveis irregularidades no sistema financeiro, incluindo agentes públicos com foro privilegiado.
Girão diz que apenas a CPMI do Banco Master teria condições de aprofundar as apurações. Segundo ele, o número de assinaturas no Senado já seria suficiente para encaminhar o pedido.
O senador cobrou do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que haja avanço em pedidos de impeachment contra ministros do STF, argumentando que o Senado precisa responder institucionalmente às denúncias.
Situação atual
Até o momento, não houve manifestação pública dos ministros citados nem de Zettel. O espaço fica aberto para posicionamentos oficiais e novas informações sobre o andamento da CPI e das apurações ligadas ao caso.
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