A primeira-dama Janja da Silva afirmou, em programa da TV Brasil, ter sido assediada duas vezes enquanto ocupava o cargo, já no governo de Luiz Inácio Lula da Silva. A declaração ocorreu durante entrevista no programa Sem Censura.
Ela lembrou que o assédio acontece mesmo em locais considerados seguros. Segundo Janja, a violência contra mulheres é contínua e desafiadora, mesmo com a presença de equipe, olhar e câmeras ao redor.
No debate, a primeira-dama citou que, embora tenha apoio institucional, mantém posição firme contra o assédio. Ela afirmou não aceitar cobranças para que mulheres denunciem e disse que a dor não é conhecida pelos homens.
A conversa também lembrou a situação de Claudia Sheinbaum, no México, que sofreu toque impróprio na frente do palácio presidencial, cercada por seguranças. O episódio mexicano foi citado para comparação com o tema no Brasil.
Janja sinalizou que atua contra o feminicídio no cotidiano ao lado do marido, destacando a necessidade de frear o número de mortes de mulheres no Brasil. Em suas palavras, é momento de dialogar e agir diante dos dados atuais.
Em caso de violência, denuncie
Caso testemunhe agressão contra mulheres, ligue 190 para denunciar. Casos de violência doméstica costumam envolver parceiros ou ex-companheiros, mas a Lei Maria da Penha também vale para familiares. Denúncias podem ser feitas pelo 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou pelo Disque 100.
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